Ajuda do <em>BES</em> será paga pela <em>PT</em>
«A mãozinha que Ricardo Salgado deu ao Governo, na trapalhada da EDP (ao comprar de surpresa 2,2 por cento do capital da eléctrica, para ocupar o lugar que no Conselho Superior da empresa estava reservado para a Iberdrola de Pina Moura) deverá ter como contrapartida a nomeação, na próxima Assembleia Geral da PT, de um chairman e de um CEO da confiança do BES», denuncia a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom, no seu primeiro comunicado deste ano.
A CT, reclamando para o País «uma PT estratégica ao serviço de Portugal e dos portugueses», critica o recente aumento do número de administradores executivos, de 5 para 7, bem como a consequente redistribuição de pelouros. Por um lado, há «um sinal negativo, que contraria a necessidade urgente de eliminar custos na gestão de topo e diminuir o número de administradores e de empresas» no grupo PT; por outro lado, «o grupo aprofundou de forma vincada a componente da engenharia financeira sobre a vertente tecnológica», o que significa que os mandantes «optaram por uma gestão “à vista”, que produza proveitos imediatos através de receitas extraordinárias e de mais-valias financeiras», em prejuízo do negócio principal, as telecomunicações. Aqui, «a inovação, o desenvolvimento de produtos e serviços de qualidade, a melhoria da rede e o emprego qualificado e com direitos ficam subalternizados», protesta a CT.
Nas preocupações dos representantes dos trabalhadores da PT inclui-se a ameaça de aquisição da empresa por uma concorrente estrangeira, como a Telefonica espanhola, já que têm ocorrido «diversas tentativas de aniquilação das defesas estatutárias» que o impedem, a par de «pressões para o accionista Estado deixar de ter a possibilidade de veto nas opções estratégicas».
O futuro da PT e dos postos de trabalho ficam comprometidos, avisa a CT, com medidas de gestão como a venda da Lusomundo Media abaixo do preço de aquisição, a alienação da Primesys e de 16 por cento da UOL, no Brasil.
Na reunião que a CT esperar ter em breve com a nova Comissão Executiva da PT, serão igualmente pedidas explicações sobre a situação na PT Comunicações, onde se verificam ameaças à estrutura de carreiras profissionais, aumento da precariedade de emprego e redução de direitos dos trabalhadores, um cada vez maior peso dos empreiteiros e outsourcings.
A CT, reclamando para o País «uma PT estratégica ao serviço de Portugal e dos portugueses», critica o recente aumento do número de administradores executivos, de 5 para 7, bem como a consequente redistribuição de pelouros. Por um lado, há «um sinal negativo, que contraria a necessidade urgente de eliminar custos na gestão de topo e diminuir o número de administradores e de empresas» no grupo PT; por outro lado, «o grupo aprofundou de forma vincada a componente da engenharia financeira sobre a vertente tecnológica», o que significa que os mandantes «optaram por uma gestão “à vista”, que produza proveitos imediatos através de receitas extraordinárias e de mais-valias financeiras», em prejuízo do negócio principal, as telecomunicações. Aqui, «a inovação, o desenvolvimento de produtos e serviços de qualidade, a melhoria da rede e o emprego qualificado e com direitos ficam subalternizados», protesta a CT.
Nas preocupações dos representantes dos trabalhadores da PT inclui-se a ameaça de aquisição da empresa por uma concorrente estrangeira, como a Telefonica espanhola, já que têm ocorrido «diversas tentativas de aniquilação das defesas estatutárias» que o impedem, a par de «pressões para o accionista Estado deixar de ter a possibilidade de veto nas opções estratégicas».
O futuro da PT e dos postos de trabalho ficam comprometidos, avisa a CT, com medidas de gestão como a venda da Lusomundo Media abaixo do preço de aquisição, a alienação da Primesys e de 16 por cento da UOL, no Brasil.
Na reunião que a CT esperar ter em breve com a nova Comissão Executiva da PT, serão igualmente pedidas explicações sobre a situação na PT Comunicações, onde se verificam ameaças à estrutura de carreiras profissionais, aumento da precariedade de emprego e redução de direitos dos trabalhadores, um cada vez maior peso dos empreiteiros e outsourcings.